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03/11/2012

Fez-se latão,


       
Fátima Irene Pinto 
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Fez-se latão, o que parecia cobre
Fez-se pobre, o meu galardão
Fez-se medíocre, o que parecia nobre
Fez-se podre, o que parecia são.

Fez-se fétido, o que rescendia à incenso

Fez-se amargo, o que parecia mel
Fez-se triste, o amor que parecia imenso
Fez-se inferno, o que parecia céu.

Fez-se de barro, os pés do ídolo amado

Fez-se borrão, em território imaculado
Fez-se profano, o altar de tantos cultos
Fez-se heresia, o que lograra ser santificado.

E assim, máscaras caídas, sorrisos desfeitos

Colocando à mostra, fealdades e defeitos
Mazelas, covardias, omissões, falsos conceitos...

Sepultados estão todos os sonhos e direitos

Secionado está finalmente o tumor
Que me corroia aos poucos...em nome do amor!

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