Total de visualizações de página

27/09/2012

Desabafo

Desabafo a raiva que consome o peito,
digo palavras escritas, palavras que a boca não permite.
Já a mão ganha asas, a caneta inflama em um papel qualquer letras miúdas, que percorre os dias.
Ah! mais para quê?, por quê?
As palavras lidas quase sempre são aquelas que nada dizem, aquelas que as mãos se omitem.
Não é fácil fazer poesia, não é só a escrita em si e pronto,
É muito mais: há envolvimento, um laço que prende o poeta as palavras,
é a mente insana que corre mais rápido,
é a mão tentando alcançar o que sai do peito,
correndo e deslizando em uma folha de papel, como ave que voa no céu imenso.
Ah! papel, ah! caneta, ah! poeta, a poesia...

Nenhum comentário: